OBJETIVO GERAL DO CURSO

 

Promover estudos em Psicanálise, a fim de capacitar e credenciar psicanalistas comprometidos com a construção do saber científico e cultural, baseado nos postulados das doutrinas Freudianas e demais correntes da Psicanálise. Capacitar profissionais na área do conhecimento psicanalítico, dando treinamento para a compreensão dos fenômenos psíquicos do ser humano, possibilitando a sua atuação no bem estar da saúde psíquica das pessoas, seja de forma individual e/ou em grupo, em clínicas, comunidades ou instituições. Proporcionar aos estudantes da Psicanálise um ensino contextualizado utilizando um processo dinâmico, embasado em princípios contemporâneos.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DO CURSO

 

Ao concluir o processo de capacitação, o profissional deverá estar apto para:

• Identificar os princípios teóricos e práticos da Psicanálise;

• Diferenciar os vários conceitos das correntes psicanalíticas;

• Conhecer os fundamentos epistemológicos das principais escolas psicanalíticas pesquisadas e estudadas no processo de capacitação;

• Desenvolver com ética e competência a capacitação analítica em todo território nacional;

• Conhecer e promover Políticas de Saúde Mental que estejam relacionadas ao campo do saber analítico.

Conteúdo Programático

Introdução

01. Introdução e Histórica da Psicanálise

 

Autores

02. Teoria Psicanalítica – Freud – Parte 1

03. Teoria Psicanalítica – Freud – Parte 2

04. Teoria Psicanalítica – Freud – Parte 3

05. Teoria Psicanalítica – Melanie Klein

06. Teoria Psicanalítica – Erik Erikson

07. Teoria Psicanalítica – Winnicott

08. Teoria Psicanalítica – Bion

09. Teoria Psicanalítica – Lacan – Parte 1

10. Teoria Psicanalítica – Lacan – Parte 2

11. Teoria Psicanalítica – Lacan – Parte 3

 

Contemporaneidade

12. Mundo contemporâneo

13. Psicopatologias – Parte 1

14. Psicopatologias – Parte 2

Terapêutica

15. Ética e Psicanálise

16. Técnica Psicanalítica – Parte 1 – Freud

17. Técnica Psicanalítica – Parte 2 – Lacan

18. Painel de Supervisão Psicanalítica

 

Gerais

19. Psicanálise e Filosofia

20. Psicanálise e Psicologia

21. Psicanálise e Terapias Alternativas

22. Psicanálise e Psiquiatria

23. Psicanálise e Neurociência

24. Psicanálise e Psicofarmacologia

25. Psicanálise e Linguística

26. Psicanálise e Religião

27. Psicanálise e Educação

28. Seminário e Estudos de Caso 1

29. Seminário e Estudos de Caso 2

30. Empreendedorismo

Aspectos da Certificação

Que diploma anterior eu preciso ter para fazer o Curso de Capacitação em Psicanálise Clínica?

O curso de Capacitação em Psicanálise Clínica é aberto a qualquer pessoa que queira se aprofundar na ciência psicanalítica. Não é preciso ter formação específica em área médica, psicológica ou de saúde para se inscrever no Curso, bastando o ensino médio completo.

O que constará no meu Certificado?

O certificado do curso de Capacitação em Psicanálise Clínica declara que a Lenti Ribeiro Desenvolvimento Humano Ltda (Espaço Bella Vita) confere o título de Psicanalista Clínico, na modalidade de Curso Livre, conforme o DECRETO nº 5.154 de 23 de julho de 2004.

A base legal para o curso e para o exercício profissional são: 

  1. Ministério do Trabalho e Emprego CBO 2515.50, de 09/02/02
  2. Conselho Federal de Medicina (Consulta nº 4.048/97)
  3. Ministério Público Federal (Parecer 309/88)
  4. Ministério da Saúde (Aviso 257/57).
  5. Lei de Diretrizes e Bases da Educação LDB 9.394/96
  6. Decreto nº 5.154/2004
  7. Deliberação CEE 14/97
  8. Decreto 2.494/98
  9. Lei Complementar 147/2014 (art. 5-I, IV)
  10. Constituição Federal nos artigos 5º incisos II e XIII

O certificado do curso de Capacitação em Psicanálise Clínica listará as leis e resoluções que fundamentam a formação e a profissão de psicanalista, além de informar a carga horária de Teoria, Supervisão e Análise.

Quando será enviado o Certificado?

O certificado do curso de Capacitação em Psicanálise Clínica será entregue ao final do curso, no dia da formatura.

Depois de formado, como faço para me cadastrar no Conselho Federal de Psicanálise?

Não existe um Conselho Federal de Psicanálise. Os Conselhos são autarquias federais criadas por lei, com atribuições de supervisionar eticamente, disciplinar e julgar os atos inerentes e exclusivos das profissões liberais de formação acadêmica reconhecidas oficialmente no país; estando a atividade psicanalítica à parte desta conceituação.

Preciso estar cadastrado a algum instituto ou sindicato?

O psicanalista pode associar-se a institutos, associações, sociedades ou grupos de psicanalistas, para fins de aperfeiçoamento e network. Esta associação é opcional, mas é extremamente recomendada para quem queira, depois de ter feito o certificado do curso Capacitação em Psicanálise Clínica, atuar como tal. Alguns desses institutos e sociedades oferecem carteirinha, mas este não é um requisito imprescindível para atuação. No Brasil estas são organizações de modelo associativo não compulsório.

Os alunos capacitados em nosso curso de Capacitação em Psicanálise Clínica e que estejam em processo de atuação recebem grátis, a carteirinha de associação por um ano após conclusão, e neste prazo poderão também receberam nossa supervisão no modelo simplificado, em que o aluno reporta os casos que estiver atendendo e recebe o feedback do professor psicanalista.

Aspectos Práticos da Atuação Psicanalítica

Qual o público-alvo do Curso de Formação?

O curso de Capacitação em Psicanálise Clínica é voltado a todos profissionais que veem na Psicanálise uma fonte de conhecimento e estudos, seja como campo principal ou secundário de atuação. É voltado também para aqueles que, após realizar todo o trajeto do curso Capacitação em Psicanálise Clínica, desejam atuar na prática como psicanalista. Desse modo, o Curso é voltado a todos aqueles que possuem ensino médio completo. Não requer ensino superior completo ou em andamento em qualquer área para utilização dos conceitos e ideias em seu atual contexto de trabalho, ou ainda para investir em uma nova carreira.

O que o psicanalista não pode fazer?

O psicanalista não pode atuar em áreas restritas de profissões regulamentadas, como as de médico ou psicólogo. Portanto, não compete ao psicanalista receitar medicamentos, diagnosticar doenças, tratar doenças ou fazer encaminhamentos pertinentes à área médica, a não ser nos casos em que o psicanalista seja ao mesmo tempo médico.

A clínica psicanalítica é voltada à escuta e à orientação de analisandos, atividade que o Psicanalista pode fazer de acordo com o método de abordagem da Psicanálise.

Não compete ao psicanalista aplicar testes psicológicos, ou adotar linhas de abordagem e atribuições típicas de psicólogos e psiquiatras. Durante o curso Capacitação em Psicanálise Clínica, os alunos serão bem orientado sobre as práticas válidas e efetivas para o sucesso neste campo profissional.

O que compete ao psicanalista?

O psicanalista ajuda o paciente a se autoconhecer, a conhecer as razões históricas de comportamentos e angústias presentes, a elaborar um discurso coerente sobre si e, a partir disso, reorientar seus processos mentais para o presente e o futuro.

O psicanalista trabalha com os sentimentos e emoções; ouve, orienta e auxilia o cliente a buscar em processos inconscientes (recalcados, recusados, esquecidos) as causas e respostas para superação de dores e para melhoras substanciais em relação ao futuro.

O trabalho do psicanalista é trazer do plano inconsciente lembranças, sonhos, símbolos, através de técnicas como: livre associação de ideias, livre associação de palavras, interpretação dos sonhos, interpretação dos desenhos (símbolos) entre outras técnicas.

Esse processo ajuda o analisando a ter uma melhor compreensão de si e superar dores, traumas, complexos, medos e bloqueios.

Quais técnicas são recomendadas para a prática psicanalítica?

As melhores técnicas para o bom desempenho psicanalítico são o diálogo terapêutico, a livre associação de ideias e palavras, a fala do analisando como meio de desmitificação das angústias, o aconselhamento, a reprogramação mental, os insights, a interpretação de sonhos, desejos e angústias.

Como deve ser a postura ética do Psicanalista?

O Psicanalista deve ter seu trabalho pautado na ética profissional. Não deve protelar o fim da terapia com o intuito de ganhar mais dinheiro. Não deve usar a técnica terapêutica com o intuito de obter benefícios pessoais. Jamais deve utilizar de seu poder de terapeuta para obter favores do consulente.

Deve-se autorizar Psicanalista quando se sentir amparado, de preferência em um processo conjunto com seus pares.

Não deve fazer nada que possa causar em alguém certo tipo de constrangimento, dor, sofrimento, traumas, complexos, perdas financeiras e pessoais. Não deve exceder sua atuação para atribuições exclusivas de médicos e psicólogos.

Como eu abro a empresa para atuar na área e pagar tributos de maneira regularizada?

A parte fiscal/contábil foge do foco central de nosso Projeto. Você deve buscar informação com seu contador. Porém, em termos gerais, podemos dizer que o Psicanalista pode se cadastrar como Simples Nacional (Lei Complementar 147/2014, art. 5-I, IV) e pagar um pequeno e único imposto. Por meio de guia única, que depois os entes federativos repartem entre si. A forma tributária para isso é bastante simplificada. Veja que o Simples Nacional, ao incluir o Psicanalista como enquadrado em seu regime, reforça a legalidade deste exercício profissional.

Quais as Áreas de Atuação do Psicanalista?

Segundo o CB0 nº 2525-50 do Ministério do Trabalho e Emprego, no final do Curso de Capacitação em Psicanálise Clínica você estará apto a atuar nas seguintes áreas:

1 – Avaliar comportamentos individual, grupal e institucional

Triar casos, entrevistar pessoas, levantar dados pertinentes, observar pessoas e situações, escutar pessoas ativamente.

2 – Analisar, tratar indivíduos, grupos e instituições

Propiciar espaço para acolhimento de vivencias emocionais (setting), oferecer suporte emocional, tornar consciente e inconsciente, propiciar a criação de vínculos paciente-terapeuta, interpretar conflitos e questões, elucidar conflitos e questões. Promover a integração psíquica, promover o desenvolvimento das relações interpessoais, promover desenvolvimento da percepção interna, mediar grupos, família e instituições para solução de conflitos.

3 – Orientar indivíduos, grupos e instituições

Propor alternativas para solução de problemas, informar sobre o desenvolvimento do psiquismo humano, aconselhar pessoas, grupos e famílias, orientar grupos profissionais, orientar grupos específicos (pais, adolescentes etc., assessorar instituições.

4 – Acompanhar indivíduos grupos e instituições

Acompanhar impactos em intervenções, acompanhar o desenvolvimento e a evolução do caso, acompanhar o desenvolvimento de profissionais sem formação e especialização, acompanhar resultados de projetos, participar de audiências.

5 – Educar indivíduos grupos e instituições

Estudar caso em grupo, apresentarem estudos de caso, ministrar aulas, supervisionar profissionais da área e de áreas afins, realizar trabalhar para desenvolvimento de competência e habilidades profissionais.

6 – Desenvolver pesquisas experimentais, teóricos e clínicas

Analisar o psiquismo humano, analisar o comportamento individual, e grupal e institucional, definir o problema e objetivos, pesquisar bibliografias, definir metodologia de ação, estabelecer parâmetros de pesquisa, construir instrumentos de pesquisa, coletar dados, organizar dados, compilar dados, fazer leitura de dados, integrar produtos de estudos de caso.

7 – Coordenar equipes de atividades de áreas afins

Planejar as atividades da equipe, programar atividades gerais, programar atividades da equipe, distribuir tarefas a equipe, trabalhar a dinâmica da equipa, monitorar atividades das equipes, preparar reuniões, coordenar reuniões, coordenar grupos de estudos, organizar eventos, avaliar propostas e projetos, avaliar e executar as ações.

8 – Participar de atividades para consenso e divulgação profissional

Participar de congressos, palestras, debates, entrevistas, seminários, simpósios, participar de reuniões científicas, publicar artigos, ensaios de livros científicos, participar de comissões técnicas, participar de conselhos municipais, estaduais e federais, participar de entidades de classe. Participar de evento junto aos meios de comunicação, divulgar práticas do psicanalista, fornecer subsídios às estratégias organizacionais, fornecer subsídios à formação de políticas organizacionais, buscar parcerias, ética e organizacional.

9 – Realizar tarefas administrativas

Redigir pareceres, redigir relatórios, agendar atendimentos, receber pessoas, organizar prontuários, criar cadastros, redigir ofícios, memorandos e despachos, compor reuniões administrativas técnicas, fazer levantamento estatístico, comprar material técnico, prestar contas.

10 – Demonstrar competências pessoais

Manter sigilo, cultivar a ética, demonstrar ciência sobre o código de ética profissional, demonstrar ciência sobre a legislação pertinente, demonstrar bom senso, respeitar os limites de atuação, ser psicanalisado, ser psicoterapeutizado, demonstrar continência. Demonstrar interesse pela pessoa, ser humano, ouvir ativamente (saber ouvir), manter-se atualizado, contornar situações adversas, respeitar valores e crenças dos clientes, demonstrar capacidade de observação. Demonstrar habilidade de questionar, amar a verdade, demonstrar autonomia de pensamento, demonstrar espírito crítico, respeitar os limites do cliente e tomar decisões em situações de pressão.